No one can hold Pagu

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This crime, the crime to be divergent, we will always commit.

Among a lot of information lost on the web nowadays, some golden stories worth a shot to be written.

“Why don`t you read Tarzan? At least you would know, in principle, that there exists something called adventure, discovery and audacity in the world. ”

That is what she said! Patricia Galvão, better known as Pagu. A brazilian Journalist, international correspondent, writer, poet, theatre director, translator, cartoonist, designer and political activist. Did you get a breathe? She also had time to be a mother. During her life, she also got to know a lot of artists and intellectuals, from all around the world.

pagunovinhaShe was born in 1910, in the country side of Sao Paulo State, in a city called Sao Joao da Boa Vista.
Strenght of personality and beauty were her most salient features. At only 15 years old, she started to write for a small neighbourhood journal under the pseudonym Patsy. Isn`t that Sassy!?

 

In the first part of the 20th century, Brazil had a coffee revolution, and received a massive *migration wave*. Italians, Spanishs, Englishs, Germans, and even Jews and Arabians came to help with the labour of the production. Before, we had the slavery of the africans, that ended in 1888. That is why the brazilian culture is considered Universal.

With poor education and non qualified workers, the country needed a cultural revolution, to break the tradicional values enforced by the aristocracy. The education is still nowadays the Brazilian “Achiles heel”. This is the context in wich the cultural Modernist Moviment was born.

Pagu was introduced to Oswald de Andrade and Tarsila do Amaral, the couple that created the cultural moviment, by one of the greatest poets of the moment, Raul Bopp. Suprised by her inteligency, he created her nickname Pagu with a poetry in her honor:

Pagu`s Coconut

pagu3Pagu has soft eyes
Eyes that make us hurt
Hit coconut when she passes
Catches the bit of the heart

Hey Pagu Hey
Hurts, because it is good when it hurts

She passes pulling me with her eyes
Intensily provocative
Moves, moves, hula hooping
To move with everybody

Hey Pagu Hey!
Hurts, because it is good when it hurts

Everybody keep looking
Your little body that come and goes
Umbilical and softly
of do-not-know-what-it-has

Hey Pagu Hey
Hurts, because it is good when it hurts

I want you because I want you
In the way of wish well
Little wish that wants to be togheter
That is good to make it hurt

Hey Pagu Hey
Hurts, because it is good when it hurts

Her participation was distinctive in the Antropological Declaration of the movement, whose purpose  was for the artists to swallow the traditional values, with the intention to make the culture become original and native. It marked her professional trajectory for the rest of her life. Critic, charismatic and revolutionary, she was the first Brazilian woman that really fought the sexism, and many other human matters.

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Pagu, by Candido Portinari

Oswald de Andrade divorced Tarsila do Amaral, and married Pagu. This was a big scandal at that time. In a trip to Argentine, she meet Luis Carlos Prestes, a brazilian politician and communist. That is the moment that Pagu started her politic *ativism*, writing about comunism in different papers. She also participated in many marchs against the government, and was the first Brazilian woman arrested for politic reasons. In her hole life, she was arrested because this matter 23 times!

In her life of international correspondent, she was the only latin american journalist that attended to the coronation of Pu Yi, the last China Emperor. Her proximity with him make it possible for her to bring back to the country the first seeds of Soya. Pagu was also very upset with the comunism in her trip to Moscow, where she saw a lot of poverty and social segregation. In Paris, she studied in Sorbone, and meet a lot of great intellectuals such as Andre Breton, writer, poet and the Surrealism`s cultural moviment teorician.

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Why don`t you go to see if I am on the corner?

In the europe, she was arrested as a comunist in the second world war, and deported back to Brazil, when her marriage with Oswald had finished. She was arrested several times, and when she was released for the last time, she married with the journalist Geraldo Ferraz, that was always helping her in her militant duties. Tired of her political militance, Pagu became a cultural activist. She helped the city of Santos to be a theatre beacon, atracting many students and artists from all around the state.

In her whole life, she wrote articles and collumns for a lot of different journals, and yet had time to get from life the most of it. Her irreverent personality never let her give up from her altruistic purposes: she always fought for the human rights, to help the human kind grow, and at the same time, never gave up her dreams and on her own wishes, to be a real woman, being truly herself.

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Versão em Português:

Dentre o mar de informações perdidas na internet nos dias de hoje, algumas histórias valem a pena ser escritas. “Por que vocês não leem Tarzan? Pelo menos vocês saberiam, a princípio, que existe alguma coisa chamada aventura, descoberta e audácia.”

Isso foi o que ela disse! Patricia Galvão, mais conhecida como Pagu. Jornalista, correspondente internacional, escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, cartunista, desenhista e militante política. Respirou? Ela também teve tempo de ser mãe. Durante toda a sua vida, ela conheceu vários artistas e intelectuais de todo o mundo.

Quando eu estudo sobre esse tipo de personalidades, eu continuo me perguntando o por que, hoje em dia, dizemos que não temos tempo para nada. Que vergonha, hein!?

Ela nasceu em 1910, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo. Sua personalidade forte e beleza excêntrica foram suas características mais marcantes. Com apenas 15 anos de idade, ela começou a escrever para um jornal, com o pseudônimo Patsy.

Na primeira parte do século XX, Brasil passou pela revolução do café, e recebeu uma grande migração de europeus. Italianos, espanhóis, ingleses, alemães, judeus e árabes vieram para ajudar no trabalho manual.  Antes, tínhamos a escravidão de africanos e indígenas, que terminou em 1888. É pela grande miscigenação que a cultura brasileira é considerada universal.

Educação pobre e trabalhadores não qualificados. O país precisava de uma revolução cultural, para quebrar os valores tradicionais impostos pela aristocracia. A educação continua a ser, até hoje, o calcanhar de Aquiles do Brasil. É neste contexto que nasce o Movimento Modernista.

Pagu foi apresentada à Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, o casal que criou o movimento cultural, por um dos maiores poetas do momento, Raul Bopp. Surpreso pela sua inteligência e charme, ele criou o apelido Pagu, com uma poesia em sua homenagem:

Coco de Pagu

Pagu tem os olhos moles
uns olhos de fazer doer.
Bate-côco quando passa.
Coração pega a bater.

Eh Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Passa e me puxa com os olhos
provocantíssimamente.
Mexe-mexe bamboleia
pra mexer com toda a gente.

Eli Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Toda a gente fica olhando
o seu corpinho de vai-e-vem
umbilical e molengo
de não-sei-o-que-é-que-tem.

Eh Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

Quero porque te quero
Nas formas do bem-querer.
Querzinho de ficar junto
que é bom de fazer doer.

Eh Pagu eh!
Dói porque é bom de fazer doer.

– Raul Bopp (1898 – 1984)

Sua participação foi distinta no manifesto antropofágico, criado no movimento cultural em questão, com a proposta de engolir os  valores tradicionais para se tornar original e naturalista. Isso marcou a sua trajetória profissional por toda a sua vida. Critica, carismática e revolucionária, ela foi a primeira brasileira a lutar contra o machismo na imprensa, e muitos outros assuntos relacionados ao ser humano.

Oswald de Andrade se divorciou de Tarsila, e casou-se com Pagu, um grande escândalo para época. Em uma viagem para Argentina, ela conhece Luis Carlos Preste, um militar e político brasileiro. Esse é o momento em que Pagu inicia-se no ativismo político, escrevendo sobre comunismo e política em diferentes jornais.  Ela participou também de diversas marchas contra o governo, e foi a primeira mulher presa por razoes políticas. Ela chegou a ser presa 23 vezes em toda a sua vida!

Como correspondente internacional, ela foi a única jornalista latino americana que participou da coroação do último Imperador chines, Pu Yi. Eles criaram uma proximidade tão grande, que ela obteve a possibilidade de trazer ao Brasil as primeiras sementes de soja. A maior decepção de Pagu no exterior foi em relação ao comunismo, em sua viagem para Moscou, pois deparou-se com muita pobreza e segregação social. Em Paris, ela estou na Sorbone, e conheceu grandes intelectuais, como, por exemplo, o idealizador do Surrealismo, Andre Breton.

Na Europa da segunda guerra mundial, foi acusada de comunista e deportada de volta para o Brasil, quando seu casamento com Oswald teve fim. Foi presa muitas vezes; na sua última soltura, casou-se com o jornalista Geraldo Ferraz, que sempre a ajudou em suas atribuições na milícia. Cansada da militância política, Pagu se engaja no ativismo cultural. Ajudou a cidade de Santos, SP, a tornar-se um pólo de teatro, atraindo muitos estudantes e artistas de todo o Estado.

Em toda a sua vida, Pagu escreveu para diferentes veículos de comunicação, e ainda teve tempo de tirar o melhor da vida. Sua personalidade irreverente nunca a deixou desistir de seus propósitos altruístas: sempre lutou pelos os direitos humanos, para ajudar a humanidade a crescer, e ao mesmo tempo, nunca desistiu dos seus sonhos e de seus próprios desejos, para ser uma verdadeira mulher, ou melhor dizendo, verdadeiramente ela mesma.

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